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Leonardo tem acordo mantido pela Justiça para retirada do nome da 'lista suja' do trabalho escravo

Leonardo é incluído pelo governo na 'lista suja' do trabalho escravo após fiscalização A Justiça do Trabalho manteve o acordo que havia sido firmado entre...

Leonardo tem acordo mantido pela Justiça para retirada do nome da 'lista suja' do trabalho escravo
Leonardo tem acordo mantido pela Justiça para retirada do nome da 'lista suja' do trabalho escravo (Foto: Reprodução)

Leonardo é incluído pelo governo na 'lista suja' do trabalho escravo após fiscalização A Justiça do Trabalho manteve o acordo que havia sido firmado entre o cantor Leonardo e o Ministério Público do Trabalho (MPT) que permitiu a retirada do seu nome da chamada "lista suja" do trabalho escravo. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18) após um recurso da União. O processo se refere a irregularidades encontradas durante uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em fazendas do cantor, localizadas em Jussara, no noroeste de Goiás. Na ocasião, seis trabalhadores foram encontrados em condições análogas às de escravidão. O g1 procurou a assessoria de imprensa do cantor para se manifestar sobre o caso. A equipe informou que retornaria ainda na manhã desta quarta-feira (4). Cantor Leonardo Érico Andrade/G1 Na ação, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou contra o acordo homologado entre o cantor e o Ministério Público, alegando que o MPT "não pode transacionar sobre interesses de terceiros", ou seja, das pessoas afetadas. A AGU afirmou, ainda, que é competência da União, por meio do MTE, "organizar, manter e executar a inspeção do trabalho", sendo o Cadastro de Empregadores um dos instrumentos dessa política pública. Em sua decisão, proferida no dia 23 de outubro, o desembargador Paulo Pimenta, relator do processo, negou o pedido, afirmando que a homologação do acordo já havia transitado em julgado, ou seja, não cabem mais recursos. A decisão foi acompanhada por unanimidade pelos demais membros do tribunal. Dormitório com 'cobertura precária' e janela quebrada em alojamento da Fazenda Lakanka, em Goiás Reprodução/Relatório Fotográfico da Inspeção Relembre o caso A fiscalização do MTE ocorreu em novembro de 2023 em duas fazendas de Leonardo: a Lakanka e a Talismã. A segunda foi citada porque, apesar de os trabalhadores resgatados terem ficado na Fazenda Lakanka, as duas ficam em área contígua e fazem parte do mesmo conjunto de operações agrícolas A "Talismã", nome em referência a um dos maiores sucessos da dupla Leandro & Leonardo, de 1990. conta com 1 mil hectares e tem como principal atividade a pecuária bovina. Na época da fiscalização, o advogado Pedro Vaz ao g1 que a situação causou estranheza porque, desde 22 de agosto de 2022, a área em questão está arrendada para o cultivo de soja, não sendo, portanto, de responsabilidade de Leonardo a gestão dos funcionários envolvidos. Os seis funcionários resgatados dormiam em uma casa abandonada, localizada a 2 quilômetros da sede da Fazenda Lakanka. Segundo os fiscais, o local era feito de alvenaria, coberto com telhas de barro sobre uma estrutura de madeira e forro de PVC. O espaço estava sem manutenção e com telhas deslocadas, o que permitia a passagem de água de chuva. Em algumas ocasiões, pertences dos trabalhadores chegaram a ficar molhados devido à falta de proteção.